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sexta-feira, 7 de março de 2014

Tê-los ou não tê-los



Um dia desses ouvi alguém dizer que pensava em não ter filhos, porque, se você somar o que se gasta desde o nascimento até a independência, você chegaria perto da casa dos milhões. Bom, se realmente chega aos milhões eu não sei. Pode ser que sim, pode ser que não. Depende da renda, depende do padrão. A verdade é que um filho dá gastos sim, desde que está na barriga. Mas é também verdade que o mercado – a “indústria de ter filhos” - oferece uma enorme gama de coisas e mais coisas que, nem sempre são necessárias. Eu, particularmente acredito que seja possível criar um filho muito bem com menos do que se imagina, apesar de muitas vezes cair nas tentações de vitrines e propagandas fofinhas e cuti cuti que contribuem para aquela história dos milhões.

Estou no comecinho dessa jornada, ainda na fase da amamentação da minha filha de quase quatro meses. Até agora, gastamos uma quantia razoável, com coisas importantes e com coisas não tão importantes assim. Amamentar, aliás, é uma ótima maneira de economizar, sem falar das outras milhões (com certeza essa “conta” chega aos milhões) de vantagens da amamentação natural.

Ainda não coloquei no papel quanto já gastei desde a chegada da minha pequena. Nem quero colocar. Não acho justo esse cálculo. Acho que só faria sentido se pudéssemos calcular também a quantidade de sorrisos que essas pequenas criaturas nos proporcionam, o quão mais felizes eles tornam a nossa vida, o quanto eles nos tornam pessoas melhores. Ainda não achei um jeito de fazer essa conta, porque acho que essas coisas são incalculáveis. Então, prefiro seguir assim, pensando mais em sorrisos que em números.

E, como diria Vinícius, melhor não tê-los.

“Porém, que coisa/Que coisa louca/Que coisa linda/Que os filhos são!”

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